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Manga presente no SBPC Educação em Montes Claros

Professor da rede estadual de educação de Manga participa de evento que da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e destaca a importância de se discutir a necessidade de promoção de uma educação pública pautada na formação humana integral.

A realização do SBPC Educação no Campus da Universidade Federal de Minas Gerais em Montes Claros nos últimos dias 6 e 7 de julho próximos passados trouxe à baila uma série de questões ligadas à educação no Brasil, sobretudo à pública. O evento, promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, serve de preparação para 69º Encontro Anual da entidade que será realizado em Belo Horizonte de 17 a 22 deste mês.

Vários temas foram tratados tanto nas falas dos palestrantes como em oficias e mesas redondas realizadas, com destaque para a reforma do ensino médio; educação integral e juventude; educação, linguagens, tecnologias e novas mídias; educação no campo; educação, populações quilombolas e indígenas; base nacional curricular comum; educação e democracia (gênero e sexualidade); educação e perspectivas da educação profissional; educação de jovens e adultos; educação especial e inclusão escolar.


Entre as autoridades presentes destacou-se a participação da Secretária de Estado de Educação de Minas Gerais, Macaé Evaristo, que conclamou, entre outras coisas, a necessidade da realização de um ato política contra a educação como direito social, dado ao avanço da “onda neoliberal” que assola o país e que se evidencia no governo golpista de Michel Temer. Macaé foi amplamente aplaudida ao destacar que “recursos públicos devem ser destinados aos direitos sociais”.

Na conferência de abertura, o ex-ministro da Educação durante o Governo Lula, Fernando Haddad, professor da Universidade de São Paulo, abordou uma série de questões que remetem aos desafios que a educação tem que enfrentar. Tomando como referência a acentuação da crise com os cortes orçamentários feitos pelo Governo Temer, que em sua opinião resultou de um duro golpe contra a democracia, afinal, “os golpes servem para colocar os interesses de poucos no lugar dos interesses de muitos”, Haddad destacou a necessidade de colocar a educação de volta à agenda do país. Ao relacionar a educação com a necessidade de transformações sociais, o ex-ministro da educação criticou veementemente a chamada Escola neoliberal – aquela que transforma educação como direito social em mercadoria e disse ser o mérito, tal qual difundido e defendido pelos neoliberais, uma agressão e uma crueldade em sociedades tão desiguais quanto à brasileira. Também defendeu a existência de Professores profissionais e não meio-profissionais, bem como que a educação deve estar vinculada a realidade sócio-histórica do país: “A educação deve ganhar as ruas e não se esconder delas”, disse.

Ao se discutir as reformas do Ensino Médio em curso no país, quando vários aspectos foram abordados em mesas redondas realizadas durante o evento, evidenciou-se uma série de questões envolvendo esta importante fase de formação dos jovens. As propostas apresentadas pelo Governo Temer e, lamentavelmente, pouco discutidas com a sociedade sobre a necessidade de mudar as estruturas do Ensino Médio, põe em debate os interesses do mercado de um lado, ao defender uma formação predominantemente técnica e precoce dos jovens voltada para a formação de mão de obra e os interesses da sociedade, sustentada por pesquisadores da área de educação e por intelectuais e lideranças políticas progressistas, que entendem a necessidade de uma formação humana integral e de acesso universal.

O Prof. Mestre Paulo Robério F. Silva, representante no SBPC Educação 2017 das Escolas Estaduais que oferecem o Ensino Médio em Manga (E.E. Ministro Petrônio Portela e E.E. Presidente Olegário Maciel) destacou a importância deste tipo de evento para que a Escola possa ser repensada a partir de suas funções sociais. Além dos desafios estruturais, vinculados as condições da oferta do ensino, da formação inicial e continuada de Professores e demais profissionais, da escassez de recursos, acentuada com o congelamento dos investimentos por 20 anos feito pelo Governo de Michel Temer, entre outros, manifestou preocupação com a necessidade de se estabelecer novas e profícuas relações entre a sociedade, por meio de suas instituições, das famílias e dos educandos com a Escola. “Precisamos construir urgentemente um novo imaginário e novas condições materiais que possam ressignificar o sentido da educação no país. Precisamos de uma Escola do Conhecimento, pois as transformações sociais só serão possíveis se a sociedade se educar para tal. Deste modo, entre outras coisas, evidencia a necessidade imediata de reestabelecer a importância do Professor e da relação Professor/estudante como eixo orientador primário e mais importante do fazer escolar”, destacou o Prof. Ms. Robério.



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