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Maia mudou lealdade a Temer após encontro com representante da Globo

Rodrigo Maia (DEM-RJ) vem confirmando que sua postura discreta guarda por trás as articulações para os próximos passos da política nacional: deve abandonar de vez a sua fidelidade a Michel Temer em nome de manter certa estabilidade para os próprios aliados, que hoje dominam o Congresso Nacional.

Além do apoio de grande parte dos que se consideravam aliados de Temer no mundo político, a concordância de Maia para a queda do presidente contou com o aval de representantes do mercado e da Globo. Desde um encontro que o deputado teve com o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet, no último domingo, o diagnóstico passou a ser certeiro: a queda do atual presidente é irreversível.

O que está em jogo agora é como se dará essa transição até as eleições 2018, quando os próprios parlamentares precisam estar munidos de força política, alianças e, sobretudo, apoio do mercado para as campanhas eleitorais.

Maia é visto como o sucessor ideal porque não almeja, efetivamente, o posto da Presidência da República. Ao mesmo tempo, é discreto e faz tramitar na Câmara os interesses da aliança PSDB, PMDB e DEM, além de outros partidos, sem esbravejar extremismos ideológicos. Assim o apoio, naturalmente, foi quase unânime de todos os segmentos que hoje se encontram levemente rachados entre pró-Temer e fora Temer.

E a comunicação do deputado presidente da Câmara é transparente com o próprio mandatário peemedebista, com quem mantem uma relação de amizade. No último domingo (09), disse a Temer que a sua saída do Planalto já era quase irreversível. Admitiu que seria possível salvá-lo na primeira votação, mas não das seguintes que chegarão à Casa Legislativa.

Em nome do menor desgaste, preferível que parlamentares não sacrificassem toda a imagem de seus partidos para manter o presidente no posto. Entre ambos, apesar de não publicamente informado, a estratégia acertada é a de indicar não um rompimento, mas a continuidade do que se tem hoje no comando do país.

Não à toa, um dos principais partidos aliados, o PSDB, apenas ainda não se decidiu pelo desembarque definitivo do governo porque aguarda a confirmação da aprovação das reformas esperadas, conforme insinuou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Reportagem da Folha de S. Paulo desta terça-feira (11) descreve que após se encontrar com o presidente da República, Maia foi a um almoço com Paulo Tonet, da Globo, onde também estavam os deputados Benito Gama (PTB-BA) e Heráclito Fortes (PSB-PI) e o ministro Fernando Bezerra Coelho (Minas e Energia). Todos os políticos haviam se dirigido ao local com carros não oficiais, e permaneceram lá por cerca de cinco horas.

Á Folha, o deputado Heráclito disse que não "teve nada de conspiração" e que o encontro estava "marcado há mais de um mês". "Era para ser lá em casa mas Tonet resolveu fazer na casa dele. As pessoas estão vendo coisa onde não existe. Maia tem sido muito correto", disse ao jornal.

Mas foi de lá que Rodrigo Maia resolveu convidar deputados, ministros e líderes de partido para jantar em sua residência oficial, após a reunião com Temer, e demonstrar uma postura diferente na lealdade ao mandatário.
soudaquimanga

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