make action GIFs like this at MakeaGif
Fique por dentro
recent

Clique na imagem e conheça os produtos Hinode

Gangues aterrorizam Juiz de Fora

Número de homicídios cresceu e jovens têm sido recrutados pelo tráfico na porta das escolas

O medo e a preocupação viraram rotina em Juiz de Fora, na Zona da Mata, desde o acirramento da violência entre gangues de bairros da cidade. Os grupos, que antes ficavam restritos às vizinhanças, têm sido cooptados pelo tráfico de drogas e, consequentemente, entrado em confronto nas ruas e em portas de escolas. O resultado é que as rixas antigas passaram a ser mortais. Para se ter uma ideia, só neste ano, até o mês de abril, já foram registrados 45 assassinatos no município, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). De 2012 até 2016, de acordo com a pasta, a quantidade de vítimas de homicídio mais que dobrou, passando de 67 para 135.

“Todo mundo aqui tem alguém envolvido com o crime. Eu já perdi um primo assassinado. Ele havia participado de mais de dez homicídios. É complicado”, desabafou uma moradora, que, com receio, preferiu não se identificar. “Vivemos com um medo constante de acontecer alguma coisa e de sermos alvos. Eles não querem saber”, completa.
E, como os integrantes das gangues são majoritariamente jovens, as escolas do município têm convivido com os problemas provocados pela violência. Eles começam na sala de aula, onde professores são agredidos e ameaçados.

Como informou a coordenadora da subsede de Juiz de Fora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE-MG), Vitória Mello, frequentemente a polícia precisa ser chamada para apartar brigas de gangues que acontecem nas portas das escolas durante a saída dos alunos.

Ela acredita que o principal motivo para o envolvimento com as gangues é a falta de perspectiva para a juventude do município. “A desigualdade social é muito grande. Os jovens estão sem alternativas e expostos à violência e, por isso, acabam aderindo aos grupos e ao tráfico”, afirma Vitória.

Armas pelas ruas. Nos bairros mais afetados pelas gangues, a rotina dos moradores é marcada pelo medo e pela apreensão. Na divisa entre São Benedito e Santa Cândida, situados na zona Leste da cidade, os criminosos andam pelas ruas ostentado as armas.
Já na região Sul de Juiz de Fora, nos bairros Jardim Gaúcho, Sagrado Coração, Cidade Nova e Vale Verde, o problema foi amenizado nos últimos meses, mas ainda assim preocupa os moradores.

“Briga de gangue, daquelas de parar a rua, já tem um tempo que não tem, pois houve uma sequência de prisões dos envolvidos. Mas a disputa territorial do tráfico e as vinganças, uma coisa meio faroeste ainda existem aqui, sim”, ressalta um comerciante, que também pediu para não ser identificado.

Objetivo

Estudo. Além de apontar as causas da violência e fazer um diagnóstico da situação, a CPI também irá analisar projetos sociais e medidas que possam ajudar a reduzir o problema na cidade.

Prazo. Os integrantes da CPI foram nomeados no dia 22 de maio pela Câmara de Juiz de Fora. O grupo tem, inicialmente, 90 dias para apresentar as conclusões sobre o caso. Mas a expectativa é que o prazo seja prorrogado até agosto.

Convidados. Serão chamadas para discutir o assunto pessoas com participação no tema, como jornalistas, policiais, promotores, juízes e pesquisadores.

Integrantes. Fazem parte da CPI os vereadores Ana do Padre Frederico (PMDB), Charlles Evangelista (PP), André Mariano (PSC), Marlon Siqueira (PMDB) e Sargento Mello Casal (PTB). Delegada Sheila (PTC) participa como representante da Mesa Diretora.

Sequência. A conclusão deverá ser encaminhada para o Ministério Público.

VEREADORES

Situação vira tema de CPI da Câmara

A disputa entre as gangues motivou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal, no fim de maio, para apurar os motivos dos crimes e buscar soluções. De acordo com a vereadora Delegada Sheila Oliveira (PTC), que encabeçou o movimento, “o número (de assassinatos) só tem crescido, e a tendência agora é piorar”.

Na avaliação da parlamentar, a cooptação dos jovens pelo tráfico de drogas tem agravado a situação. “Antes, eles brigavam nos bairros, mas sem mais consequências. Como era uma juventude muito fragilizada, sem perspectivas, os traficantes foram se infiltrando nessas gangues, e elas passaram a ter acesso a armas de fogo”, detalha Sheila.

Atualmente, o principal motivo das agressões entre os grupos é a vingança. “A pessoa morre porque mora em um bairro e passou pelo outro. Aí, os amigos vão revidar a morte, e fica uma violência sem fim”, ressalta.
soudaquimanga

soudaquimanga

Nenhum comentário:

Postar um comentário

by: soudaquimanga (2011-2015) - Manga, MG. Tecnologia do Blogger.