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"A direita foi muito burra no Brasil", diz Boaventura

"A direita brasileira, se fosse democrática, deveria ter decidido esperar mais quatro anos, porque o modelo de desenvolvimento do governo da presidente Dilma Rousseff já dava sinais de esgotamento. Mas a direita nem sempre é inteligente. Ela foi burra. A impaciência produziu esse estrago e a classe dominante está a se devorar. Um exemplo é o choque entre a Globo e o Temer", diz o sociólogo Boaventura Sousa Santos, um dos maiores intelectuais europeus; em entrevista aos jornalistas Paulo Moreira Leite e Leonardo Attuch, ele afirma que há um quadro de impotência no Brasil; "Nem a classe dominante consegue governar, nem as classes populares conseguiram oferecer uma alternativa"; ele enfatiza ainda que Dilma, a presidente mais honesta da América Latina, foi deposta pelos políticos mais corruptos da região; confira acima a íntegra.

O sociólogo português Boaventura Sousa Santos, um dos maiores intelectuais europeus, concedeu uma entrevista ao 247, poucos dias antes da entrevista-bomba do empresário Joesley Batista, que pareceu premonitória.

– Dilma, a presidente mais honesta da América Latina, foi derrubada pelos políticos mais corruptos da América Latina – disse ele, aos jornalistas Paulo Moreira Leite e Leonardo Attuch.

Na sua avaliação, o Brasil foi vítima de um "golpe institucional", que ainda não se concluiu. Segundo ele, a derrubada de Dilma se insere num contexto de recolonização do Brasil.

– Há um componente de intervenção muito clara neste golpe, pela violência com que foi realizado – afirma.

Para Boaventura, houve financiamento externo, notoriamente dos "irmãos Koch", uma das famílias mais ricas do Texas, que tinha interesse na abertura do pré-sal

Dilma também caiu para que fossem implantadas outras medidas, como as reformas trabalhista e previdenciária.

Segundo ele, a saída para o impasse não está claro.

– A direita brasileira, se fosse democrática, deveria ter decidido esperar mais quatro anos, porque o modelo de desenvolvimento do governo da presidente Dilma Rousseff já dava sinais de esgotamento. Mas a direita nem sempre é inteligente. Ela foi burra. Nem sempre a esquerda é que é burra. A impaciência produziu esse estrago e a classe dominante está a se devorar. Um exemplo é o choque entre a Globo e o Temer.

Na visão de Boaventura, há um quadro de impotência no Brasil. Nem a classe dominante consegue governar, nem as classes populares conseguiram oferecer uma alternativa.

soudaquimanga

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